Embrapa e Suframa trabalham juntas para viabilizar cultivo de seringueiras em Iranduba

Demanda surgiu com o interesse de empresa paulista que comprou usina de beneficiamento de borracha no município. Cultivo da seringueira é um exemplo da bioeconomia já praticada no Estado

Ana Celia Ossame

Na próxima quarta-feira (9/11), a chefia da Empresa Brasileira de Produtos Florestais da Amazônia Ocidental (Embrapa) terá uma reunião com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para discutir sobre o plantio de seringueiras. A reunião, cujo horário ainda não definido, foi agendada a partir da demanda de uma empresa paulista que comprou uma usina de beneficiamento de borracha no município de Iranduba, distante a 20 quilômetros de Manaus em linha reta, e quer garantir suprimento da matéria prima com produção local.

Everton Rabelo Cordeiro, chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental

Ao citar esse exemplo como uma atividade da bioeconomia já praticada na região, com o chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Everton Rabelo Cordeiro, destaca o interesse da empresa em produzir e processar a borracha na usina para complementar a necessidade da fábrica de pneus aqui instalada.

Para ele, a defesa da bioeconomia da forma como está se dando é o que já está sendo feito há mais de um século com a seringueira, extraindo o látex sem derrubar nada. Ao contrário do mundo, cujo modelo de exploração é diferente, pontua ele.

Modelos

Everton está na direção da Embrapa desde o último mês de novembro, é engenheiro agrônomo com doutorado em Agronomia (Fitotecnia) pela Universidade Federal do Ceará, com experiência profissional em melhoramento em melhoramento genético e fitotecnia, atuando principalmente com seringueira, clones, produção, produtividade e seleção.

Ao destacar que nas cadeias de produção de seringa, açaí e cacau estão modelos de bioeconomia que se conhece, pois são polos que se alimentam e continuam preservados, Everton chama a atenção para a bioeconomia moderna que está despontando, com oportunidades que surgem no momento em que se preserva a floresta.

“Sabemos a quantidade de produtos animais e vegetais consumidos há 100 anos, mas ao pensar numa economia estratégica e importante, precisamos descobrir novas oportunidades e isso virá a partir da bioeconomia”, explicou o chefe-geral da Embrapa, lembrando que a essa economia vai se voltar para os produtos que interessam ao mundo agora.

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